Jornal Vascular Brasileiro
https://www.jvascbras.org/article/doi/10.1590/1677-5449.0029
Jornal Vascular Brasileiro
Original Article

Fisioterapia vascular no tratamento da doença venosa crônica

Vascular physiotherapy in treatment of chronic venous disease

Flávia de Jesus Leal; Renata Cardoso Couto; Taciana Pimentel da Silva; Vanessa de Oliveira Tenório

Downloads: 3
Views: 317

Resumo

ResumoContextoA aplicação da fisioterapia vascular através dos exercícios terapêuticos e da drenagem linfática manual (DLM) na Doença Venosa Crônica (DVC) contribui para a minimização das alterações vasculares, com melhora do retorno venoso, diminuindo a estase sanguínea e contribuindo para a melhora do quadro clínico.ObjetivoVerificar a eficácia da fisioterapia vascular no tratamento da DVC.MétodosEstudo-piloto prospectivo longitudinal, que avaliou dez pacientes com DVC, com classificação CEAP (1-5), que responderam aos questionários de qualidade de vida (QV) SF-36 e AVVQ, sendo submetidos a pletismografia a água e goniometria dos membros inferiores. Finalizada a avaliação inicial, receberam tratamento fisioterapêutico vascular, com exercícios terapêuticos e DLM, em dez sessões de 60 minutos. Após tratamento, foram novamente avaliadas pela aplicação dos questionários iniciais e realização dos métodos de mensuração volumétrica e de amplitude de movimento articular (ADM).ResultadosPacientes do gênero feminino, com idade média de 43,1 anos. Nas atividades de vida prática (AVPs), a posição predominante foi ortostatismo prolongado. Na classificação CEAP, a maioria das pacientes apresentou C3 e apenas 10% delas eram C2. Nos questionamentos sobre suas principais queixas, relataram sensação de peso e cansaço nos membros, dor nas pernas, prurido e edema. Após as sessões de fisioterapia vascular, todas as pacientes encontravam-se sem queixas. A ADM e a QV apresentaram melhora significativa após intervenção da fisioterapia vascular.ConclusãoA fisioterapia vascular contribui para o controle do quadro clínico da DVC, melhorando edema e ADM, e favorecendo a melhora da QV dos acometidos pela doença.

Palavras-chave

insuficiência venosa, modalidades de fisioterapia, sistema linfático

Abstract

AbstractBackgroundIn chronic venous disease (CVD), vascular physiotherapy in the form of therapeutic exercises and manual lymph drainage (MLD) contributes to reducing vascular disorders, with improved venous return, reduced venous stasis and improved clinical status.ObjectiveTo investigate the efficacy of vascular physiotherapy in treatment of CVD.MethodsA prospective, longitudinal pilot study that assessed ten patients with CVD, with CEAP classifications from 1 to 5. Patients were administered the SF-36 and AVVQ quality of life questionnaires and underwent water plethysmography and goniometry of the lower limbs. After initial assessments they were given ten 60-minute sessions of vascular physiotherapy consisting of therapeutic exercises and MLD. After treatment they were once more assessed using the same questionnaires and methods for volumetric measurement and assessment of joint movement amplitude (JMA).ResultsThe patients were all female, with a mean age of 43.1 years. Their predominant positions during practical activities of life was prolonged and orthostatic. The majority of the patients had a CEAP classification of C3 and just 10% were C2. When questioned about their principal complaints, they reported feelings of heaviness and tiredness in their limbs, pain in their legs, itching and swelling. After the vascular physiotherapy sessions all patients were free from complaints. Both JMA and quality of life improved significantly after the intervention with vascular physiotherapy.ConclusionsVascular physiotherapy contributed to controlling the clinical manifestations of CVD, improving edema and JMA, and promoting improved quality of life for patients.

Keywords

venous insufficiency, physiotherapy methods, lymphatic system

References

Silva RMV, Costa LS, Carlos AG, Machini MG. Perfil clínico de pacientes atendidos na clínica de fisioterapia angiovascular na universidade Potiguar. Caderno da Escola de Saúde. 2013;2(10):118-27.

Alberti LR, Petroianu A, França DC, Silva TMF. Relação entre exercício físico e insuficiência venosa crônica. Rev Med Minas Gerais. 2010;20(1):30-5.

Silva GCC, Medeiros RJD, Oliveira LS. Treinamento de sobrecarga muscular não afeta o diâmetro das principais veias dos membros inferiores em mulheres adultas com insuficiência venosa. Rev Med Esporte. 2010;16(6):413-7.

Lima RCM, Santiago L, Moura RMF. Efeitos do fortalecimento muscular da panturrilha na hemodinâmica venosa e na qualidade de vida em um portador de insuficiência venosa crônica. J Vasc Bras. 2002;1(3):219-26.

Rosa AC, Montandon I. Efeitos do aquecimento sobre a amplitude de movimento: uma revisão crítica. R Bras Ci e Mov. 2006;14(2):103-10.

Sales JV, Morais HCR, Araújo FCS. Respostas cardiovasculares a partir da imersão na fase de recuperação do protocolo de reabilitação cardíaca. Rev Bras Promoc Saúde. 2011;24(2):123-8.

Azoubel R, Torres GV, Silva LW, Gomes FV, Reis LA. Efeitos da terapia física descongestiva na cicatrização de úlceras venosas. Rev Esc Enferm USP. 2010;44(4):1085-92.

Silva DK, Nahas MV. Prescrição de exercícios físicos para pessoas com doença vascular periférica. Rev Bras Ciên e Mov. 2002;10(1):55-61.

Fonseca FM, Pires JLVR, Magalhães MG, Paiva FA, Sousa CT, Bastos VPD. Estudo comparativo entre a drenagem linfática manual e atividade física em mulheres no terceiro trimestre de gestação. Fisioterapia Ser. 2009;4(4):225-33.

Steins A, Jünger M. Physical therapy in patients with chronic venous insufficiency. Steins Phlebologie. 2000;29(2):48-53.

Silva RH. Drenagem linfática manual no tratamento de pacientes portadores de feridas venosas crônicas em membros inferiores em uso de curativos bioativos. 2010.

Nakamura CM, Vanini TM, Chingui LJ, Silva CA. Avaliação das repercussões cardiovasculares da drenagem linfática manual em mulheres idosas. Anuário da Produção de Iniciação Científica Discente. 2010;13(17):43-51.

Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996. 1996.

Alberti LR, Petroianu A, Corrêa D, Franco Silva T. Efeito da actividade física na insuficiência venosa crónica dos membros inferiores. Acta Med Port. 2008;21(3):215-20.

França LHG, Tavares V. Insuficiência venosa crônica: uma atualização. J Vasc Br. 2003;2(4):318-28.

Castro e Silva M, Cabral ALS, Barros JRN, Castro AA, Santos MERC. Diagnóstico e tratamento da Doença Venosa Crônica. J Vasc Br. 2005;4(3^sSupl 2):185-94.

Santos RFFN, Porfírio GJM, Pitta GBB. A diferença na qualidade de vida de pacientes com doença venosa crônica leve e grave. J Vasc Bras. 2009;8(2):143-7.

Ciconelli RM, Ferraz MB, Santos W, Meinão I, Quaresma MR. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Rev Bras Reumatol. 1999;39(3):143-50.

Leal FJ, Couto RC, Pitta GBB. Tradução e adaptação cultural do Questionário Aberdeen para Veias Varicosas. Porto Alegre. J Vasc Bras. 2012;11(1):34-42.

Leal FJ. Validação no Brasil de questionário de qualidade de vida na doença venosa (AVVQ – Brasil). 2012.

Belczac CEQ, Godoy JMP, Seidel AC, Silva JÁ, Cavalheri Jr G, Belczak SQ. Influência da atividade diária na volumetria dos membros inferiores medida por perimetria e pela pletismografia de água. J Vasc Bras. 2004;3(4):304-10.

Belczak CE, Godoy JMP, Ramos R, Oliveira MA, Belczak SQ, Caffaro RA. Influência do turno laboral na formação de edema dos membros inferiores em indivíduos normais. J Vasc Bras. 2008;7(3):225-30.

Silva TA, Justo IRG, Valente FM, Godoy MFG, Godoy JMP. Efeitos da imersão e da hidrocinesioterapia na reabilitação do linfedema. Rev Inst Ciênc Saúde. 2008;26(1):51-3.

Vianna DL, Greve JMD. Relação entre mobilidade do tornozelo e pé e a magnitude da força vertical de reação do solo. Rev Bras Fisioter. 2006;10(3):339-45.

Venturini C, Ituassú NT, Teixeira LM, Deus CVO. Confiabilidade intra e interexaminadores de dois métodos de medida da amplitude ativa de dorsiflexão do tornozelo em indivíduos saudáveis. Rev Bras Fisiter. 2006;10(4):407-11.

Meyer PF, Chacon DA, Lima ACM. Estudo piloto dos efeitos da pressoterapia, drenagem linfática manual e cinesioterapia na insuficiência venosa crônica. Reabilitar. 2006;31(8):11-7.

Costa LM, Higino WJF, Leal FJ, Couto RC. Clinical and socio-demographic profile of patients with venous disease treated in health centers of Maceió (AL), Brazil. J Vasc Bras. 2012;11(2):108-13.

Krijnen RMA, de Boer EM, Bruynzeel DP. Epidemiology of venous disorders in the general and occupational populations. Epidemiol Rev. 1997;19(2):294-309.

Iannuzzi A, Panico S, Ciardullo AV. Varicose veins of the lower limbs and venous capacitance in postmenopausal women: relationship with obesity. J Vasc Surg. 2002;36(5):965-8.

Evans CJ, Fowkes FGR, Hajivassiliou CA, Harper DR, Ruckley CV. Epidemiology of varicose veins: a review. Int Angiol. 1994;13(3):263-70.

Proença RPC, Bertoldi CML. Doença venosa e sua relação com as condições de trabalho no setor de produção de refeições. Rev Nutr. 2008;21(4):447-54.

Costa IKF. Qualidade de vida de pessoas com úlcera venosa: associação dos aspectos sociodemográficos, de saúde, assistência e clínicos da lesão. 2011.

Timi JR, Belczak SQ, Futigami AY, Pradella FM. Anquilose tíbio- társica e sua importância na insuficiência venosa crônica. J Vasc Bras. 2009;8(3):214-8.

Nolasco CS, Reis FA, Figueiredo AM, Laraia EMS. Confiabilidade e aplicabilidade de dois métodos de avaliação da amplitude de movimento de dorsiflexão do tornozelo. ConScientiae Saúde. 2011;10(1):83-92.

Mansilha A, Leal J. Como avaliar o impacto da doença venosa crônica na qualidade de vida. Angiol Cir Vasc. 2010;6(4):173-84.

Prado RA, Teixeira ALC, Langa CJSO, Egydio PRM, Izzo P. A influência dos exercícios resistidos no equilíbrio, mobilidade funcional e na qualidade de vida de idosas. O Mundo da Saúde. 2010;34(2):183-91.

5de7ec950e88256e04e31d43 jvb Articles
Links & Downloads

J Vasc Bras

Share this page
Page Sections