Jornal Vascular Brasileiro
https://www.jvascbras.org/article/doi/10.1590/S1677-54492008000400008
Jornal Vascular Brasileiro
Original Article

Freqüência da profilaxia mecânica para trombose venosa profunda em pacientes internados em uma unidade de emergência de Maceió

Frequency of mechanical prophylaxis for deep venous thrombosis in patients admitted to an emergency room in Maceió, Brazil

Nathalia Leilane Berto Machado; Ticiana Leal e Leite; Guilherme Benjamin Brandão Pitta

Downloads: 0
Views: 49

Resumo

CONTEXTO: A trombose venosa profunda (TVP) é uma doença de ocorrência multidisciplinar e freqüente, incluindo as complicações relacionadas a ela, como o tromboembolismo pulmonar (TEP). Sendo a profilaxia mecânica um dos melhores (por seu baixo custo e eficácia comprovada) e mais simples meios para reduzir sua incidência, é de grande relevância que se pesquise sua utilização visando benefícios para o paciente e o serviço hospitalar. OBJETIVO: Determinar a freqüência da utilização da profilaxia mecânica para TVP na Unidade de Emergência Dr. Armando Lages em Maceió (AL). MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal descritivo na unidade durante o período de 8 meses. A amostra foi calculada em 282 pacientes internados nas unidades de enfermarias das diversas especialidades. Os dados foram coletados em prontuários e mediante entrevista ao paciente. No prontuário de cada paciente foi pesquisada a utilização da profilaxia mecânica para TVP, além de diversos fatores para a estratificação do risco, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. O estudo estatístico foi realizado através do software SPSS, utilizando o teste qui-quadrado considerando o valor de p < 0,05. RESULTADOS: Foram analisados 282 pacientes, sendo 181 (64%) homens e 101 (36%) mulheres, com idade média de 54,1 anos. Quanto ao risco, 210 (74,5%) foram classificados como alto risco, 56 (19,8%) como moderado risco e 16 (5,7%) como baixo risco. Do total de pacientes, 234 (83%) não receberam profilaxia e 48 (17%) receberam. Não houve diferença estatística entre os dados obtidos na pesquisa e os encontrados na literatura (p = 0,065). CONCLUSÕES: Apesar de ter sua eficácia comprovada e difundida, a profilaxia mecânica para TVP ainda não atinge níveis satisfatórios de utilização.

Palavras-chave

Trombose venosa, profilaxia, tromboembolismo

Abstract

BACKGROUND: Deep venous thrombosis (DVT) is a multidisciplinary and frequent disease, also including complications such as pulmonary thromboembolism. Mechanical prophylaxis is one of the best (due to its low cost and proven effectiveness) and simplest means to reduce its incidence; therefore, investigating its use as an attempt to enhance benefits to the patient and hospital service is of great importance. OBJECTIVE: To determine the frequency of mechanical prophylaxis for DVT at the Emergency Room Dr. Armando Lages in Maceió, Brazil. METHODS: A descriptive cross-sectional study at the emergency room was carried out for an 8-month period. The sample was composed of 282 patients admitted to the nursing wards of various specialties. Data were collected from medical records and by patient interview. Each patient"s medical record was searched for use of mechanical prophylaxis for DVT, in addition to several factors for risk stratification, according to the Brazilian Society of Angiology and Vascular Surgery. Statistical analysis was performed using SPSS software and chi-square test, considering p < 0.05. RESULTS: A total of 282 patients were analyzed, 181 (64%) men and 101 (36%) women, mean age of 54.1 years. Classification of risk was as follows: 210 (74.5%) were classified as high risk, 56 (19.8%) as moderate risk, and 16 (5.7%) as low risk. Of all patients, 234 (83%) did not received prophylaxis and 48 (17%) did. There was no statistical difference between the data obtained in the research and those found in the literature (p = 0.065). CONCLUSIONs: Despite having its efficacy confirmed, mechanical prophylaxis for DVT has not reached satisfactory levels of use.

Keywords

Venous thrombosis, prophylaxis, thromboembolism

References

Franco RM, Simezo V, Bortoleti RR. Profilaxia para tromboembolismo venoso em um hospital de ensino. J Vasc Bras. 2006;5(2):131-8.

Maffei FHA, Rollo HA. Doenças vasculares periféricas: profunda dos membros inferiores: incidência, patologia, patogenia, fisiopatologia e diagnóstico. Doenças vasculares periféricas. 2002:1363-70.

Dryjski M, O"Brien-Irr MS, Harris LM, Hassett J, Janicke D. Evaluation of screening protocol to exclude the diagnosis of deep venous thrombosis among emergency department patients. J Vasc Surg. 2001;34:1010-5.

Silva MC. Epidemiologia do tromboembolismo venoso [editorial]. J Vasc Bras. 2002;1:83-4.

Marchi C, Schlup IB, Lima CA, Schlup HA. Avaliação da profilaxia da trombose venosa profunda em um hospital geral. J Vasc Bras. 2005;4:171-5.

Nicolaides AN, Breddin HK, Fareed J. Prevention of venous thromboembolism: International Consensus Statement. Guidelines compiled in accordance with the scientific evidence. Int Angiol. 2001;20:1-37.

Clagett GP, Anderson FA Jr, Geerts W. Prevention of venous thromboembolism. Chest. 1998;114(^s5):531S-60S.

Garcia ACF, Souza BV, Volpato DE, Deboni LM, Souza MV, Martinelli R, Gechele S. Realidade do uso da profilaxia para trombose venosa profunda: da teoria à prática. J Vasc Bras. 2005;4:35-41.

Engelhorn ALV, Garcia ACF, Cassou AF, Birckholz L, Engelhorn CA. Profilaxia da trombose venosa profunda: estudo epidemiológico em um hospital escola. J Vasc Bras. 2002;1:91-102.

Pitta GBB, Leite TL, Silva MDC, Melo CFL, Calheiros GA. Avaliação da utilização de profilaxia da trombose venosa profunda em um hospital escola. J Vasc Bras. 2007;6:344-51.

Anand SS, Wells PS, Hunt D, Brill-Edwards P, Cook D, Ginsberg JS. Does this patient have deep vein thrombosis?. JAMA. 1998;8(279):1094-9.

Maffei FHA. Doenças vasculares periféricas: Profilaxia da trombose venosa e da embolia pulmonar. Doenças vasculares periféricas. 2002:1487-98.

Hull RD. Doença venosa periférica. Cecil: tratado de medicina interna. 2001;1:406-11.

Maffei FHA, Caiafa JS, Ramacciotti E, Castro AA. Normas de orientação clínica para prevenção, diagnóstico e tratamento da trombose venosa profunda (revisão 2005). 2005.

Kisner C, Colby LA. Exercícios terapêuticos. 2002:715-7.

Nicolaides AN, Fernandes e Fernandes J, Pollock AV. Intermittent sequential pneumatic compression of the legs in the prevention of venous stasis and postoperative deep venous thrombosis. Surgery. 1980;87:69-76.

Caiafa JS. Medidas profiláticas da doença tromboembólica. Síndromes venosas: diagnóstico e tratamento. 2001:195-208.

Azeredo CA. Fisioterapia respiratória no hospital geral. 2000:225-41.

Stefanini E, Kasinski N, Carvalho AC. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar de cardiologia. Cardiologia. 2004.

Pires MTB, Starling SV. Manual de urgências em Pronto Socorro. 2006.

Caiafa JS, Bastos M de. Programa de profilaxia do tromboembolismo venoso do hospital naval Marcílio Dias: um modelo de educação continuada. J Vasc Bras.. 2002;1:103-12.

Goldhaber SZ, Tapson VF. DVT FREE Steering Committee: A prospective registry of 5,451 patients with ultrasound-confirmed deep vein thrombosis. Am J Cardiol. 2004;93:259-62.

Cohen AT, Tapson VF, Bergmann JF. Venous thromboembolism risk and prophylaxis in the acute hospital care setting (ENDORSE study): a multinational cross-sectional study. Lancet. 2008;371:387-94.

Regenga MM. Fisioterapia em cardiologia: da UTI à reabilitação. 2000.

Anderson FA Jr, Wheeler HB, Goldberg RJ, Hosmer DW, Forcier A, Patwardhan NA. Changing clinical practice: Prospective study of the impact of continuing medical education and quality assurance programs on use of prophylaxis for venous thromboembolism. Arch Intern Med. 1994;154:669-77.

Maffei FHA, Sato AC, Torggler Filho F, Silva SC, Atallah A. Efeito da implementação de diretrizes para profilaxia de tromboembolismo venoso em um hospital privado terciário. J Vasc Bras. 2007;6:105.

5ddd46390e88253c4c1da3e9 jvb Articles
Links & Downloads

J Vasc Bras

Share this page
Page Sections