Jornal Vascular Brasileiro
https://www.jvascbras.org/article/5e2759230e88252d5226b9f9
Jornal Vascular Brasileiro
Original Article

Preservação da veia safena magna na cirurgia das varizes tronculares primárias

Guilherme Benjamin Brandão Pitta, Aldemar Araujo Castro, Lucigl Regueira Teixeira, João Francisco Júnior, Fausto Miranda Júnior, Emil Burihan

Downloads: 1
Views: 565

Resumo

Objetivos: A preservação da veia safena magna na cirurgia de varizes primárias tronculares foi popularizada na última década, oferecendo a oportunidade de poupar a veia safena magna para ser utilizada no futuro, como substituto vascular. Comparando-a com a cirurgia radical das varizes, admite-se que ela reduz o trauma cirúrgico e proporciona resultados clínicos semelhantes. A avaliação da veia safena magna em todo seu trajeto deverá trazer subsídios para o entendimento das alterações ocorridas com a cirurgia. O objetivo deste estudo foi avaliar a preservação da veia safena magna durante a cirurgia de varizes tronculares primárias. A hipótese testada foi a de que a veia permaneceria pérvia e o diâmetro diminuiria. Métodos: Estudo prospectivo de uma série de casos através de atendimento ambulatorial privado e em hospital de atendimento terciário. Participaram pacientes com varizes primárias tronculares com insuficiência da junção safeno-femoral, submetidos à cirurgia de ligadura e secção proximal da veia safena magna, com ligadura e extirpação das veias tributárias da croça, associada ou não com ligadura e/ou secção de perfurantes insuficientes, e ressecção das varicosidades superficiais. Foram mensurados a perviedade e o diâmetro da veia safena magna com eco-Doppler vascular em sete pontos no membro inferior: terço superior, médio e inferior da coxa, ponto J, terço superior, médio e inferior da perna. Tais medidas foram efetuadas em três momentos: M0 (pré-operatório); M1 (período entre 30 e 60 dias) e M6 (período entre 6 e 12 meses). Resultados: Foram 48 cirurgias em 36 pacientes. A gravidade da doença foi classe 1 em 69% (33/48) dos doentes, classe 2 em 27% (13/48) e classe 3 em 4% (2/48). O refluxo com o eco-Doppler colorido foi tipo I em 37% (18/48) dos membros, tipo II em 35% (17/48) e tipo III em 27% (13/54). A veia safena magna estava pérvia no terço superior da coxa em 15/48 (30%), no terço médio da coxa em 44/48 (91%) e do terço inferior da coxa ao terço inferior da perna em 48/48 (100%). O diâmetro médio foi reduzido quando comparado com o pré-operatório. Conclusões: A veia safena magna se mantém pérvia com exceção do terço superior da coxa. A perviedade entre 6 e 12 meses é maior em relação ao período entre 30 e 60 dias. O diâmetro da veia safena magna diminui.

Palavras-chave

varizes, cirurgia, veia safena, ultra-sonografia
5e2759230e88252d5226b9f9 jvb Articles
Links & Downloads

J Vasc Bras

Share this page
Page Sections